Reflexão - Mariana Machado https://www.marianamachado.com Os bastidores da artista, designer e compositora. Os passos de Mariana Machado. Thu, 16 Oct 2025 18:45:29 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.marianamachado.com/wp-content/uploads/2025/10/cropped-mariana-machado-compositora-cantora-musica-avatar-32x32.png Reflexão - Mariana Machado https://www.marianamachado.com 32 32 Electric Dreams, Black Mirror e Pierre Lévy. O Impacto da Tecnologia na Sociedade Contemporânea https://www.marianamachado.com/electric-dreams-black-mirror-e-pierre-levy-o-impacto-da-tecnologia-na-sociedade-contemporanea/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=electric-dreams-black-mirror-e-pierre-levy-o-impacto-da-tecnologia-na-sociedade-contemporanea Thu, 08 Jun 2023 01:15:05 +0000 https://www.marianamachado.com/?p=1509 Explore conexões entre "Electric Dreams", "Black Mirror" e teorias de Pierre Lévy. Reflita sobre impactos da tecnologia e a era digital em nossa vida cotidiana.

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Explorando os Paralelos

A ficção especulativa tem sido uma poderosa ferramenta para explorar os efeitos da tecnologia na sociedade. Neste contexto, as séries “Electric Dreams”, inspirada nas obras de Philip K. Dick, e “Black Mirror” se destacam como obras visionárias que nos convidam a refletir sobre o impacto da tecnologia em nossa vida cotidiana. Além disso, as teorias de Pierre Lévy sobre a sociedade da informação oferecem uma perspectiva filosófica sobre essas questões.

Philip K. Dick e Electric Dreams

Philip K. Dick foi um dos mais renomados escritores de ficção científica, cujas obras exploraram temas como identidade, realidade e a influência da tecnologia na vida humana. A série “Electric Dreams” traz adaptações de seus contos, explorando narrativas que desafiam nossa compreensão da realidade. Cada episódio de “Electric Dreams” mergulha o espectador em uma jornada repleta de questionamentos sobre a natureza da existência e o impacto das tecnologias avançadas em nossas vidas.

As histórias de Philip K. Dick frequentemente apresentam protagonistas com vidas ordinárias, que se veem confrontados com eventos extraordinários que desafiam sua percepção da realidade. Em “Electric Dreams”, somos transportados para mundos alternativos, nos quais a tecnologia desempenha um papel fundamental na transformação das vidas dos personagens. Essas narrativas nos convidam a questionar a natureza da realidade e a explorar os dilemas éticos e existenciais que nos fazem repensar nossa própria existência.

Black Mirror: Reflexões Distópicas

Enquanto “Electric Dreams” explora o impacto da tecnologia em um contexto mais especulativo, “Black Mirror” oferece uma visão distópica dos efeitos da tecnologia em nossa sociedade contemporânea. A série, criada por Charlie Brooker, apresenta episódios independentes, cada um explorando uma história autônoma com elementos tecnológicos perturbadores, mas que a cada dia, aproxima-se da realidade, distopia à parte.

“Black Mirror” expõe os aspectos sombrios da sociedade altamente conectada em que vivemos, questionando o uso irresponsável da tecnologia e seus efeitos colaterais imprevistos. A série aborda temas como privacidade, dependência tecnológica, inteligência artificial e realidade virtual, oferecendo uma visão provocativa de um futuro não tão distante. Cada episódio de “Black Mirror” serve como um espelho que reflete os perigos de uma sociedade que valoriza a tecnologia acima de tudo.

Pierre Lévy e as Teorias da Sociedade na era da Informação

Pierre Lévy, um dos principais teóricos da sociedade da informação, fornece uma base conceitual para analisar as implicações sociais da tecnologia. Suas teorias enfatizam a importância da inteligência coletiva e da participação ativa dos cidadãos no processo de construção do conhecimento.

Lévy argumenta que a tecnologia está transformando a forma como interagimos e compartilhamos informações, criando uma sociedade cada vez mais conectada. Ele explora conceitos como cibercultura, inteligência coletiva e espaços virtuais compartilhados, nos convidando a refletir sobre como essas transformações afetam nossa percepção da realidade e nossas interações sociais.

Conexões entre Electric Dreams, Black Mirror e as Teorias de Pierre Lévy

Ao traçar paralelos entre “Electric Dreams”, “Black Mirror” e as teorias de Pierre Lévy, encontramos pontos de convergência e divergência interessantes. Embora as obras abordem essencialmente as implicações sociais da tecnologia, cada uma apresenta uma abordagem única.

Em “Electric Dreams” e “Black Mirror”, observamos um interesse comum pela natureza da realidade e como a tecnologia pode distorcê-la. Ambas as séries nos convidam a questionar nossa percepção da realidade e a refletir sobre o papel que a tecnologia desempenha nesse processo. Enquanto “Electric Dreams” mergulha em narrativas especulativas e mais filosóficas, “Black Mirror” adota uma abordagem distópica e frequentemente sombria, revelando os perigos de um uso irresponsável da tecnologia. Cada vez mais, as duas obras aproximam-se assustadoramente dos dias atuais. Vivemos uma linha tênue, entre a distopia e nossos doces sonhos de que a tecnologia não nos torne: menos humanos, mais controlados e menos autênticos.

As teorias de Pierre Lévy fornecem um arcabouço conceitual para analisar os impactos sociais da tecnologia de forma mais ampla. Ele nos lembra da importância da participação ativa e da inteligência coletiva na sociedade da informação. Lévy enfatiza a necessidade de desenvolvermos uma consciência crítica diante das transformações tecnológicas e da criação de espaços virtuais compartilhados que permitam a construção colaborativa do conhecimento.

Reflexões sobre o Futuro

Ao explorar os paralelos entre “Electric Dreams”, “Black Mirror” e as teorias de Pierre Lévy, somos confrontados com questões fundamentais sobre nossa própria existência e o impacto da tecnologia em nossa sociedade. Essas obras nos desafiam a questionar as fronteiras entre a realidade e a ficção, explorando a influência das tecnologias em nossas vidas e em nossa percepção do mundo.

Enquanto “Electric Dreams” nos faz refletir sobre a natureza da existência e os limites da realidade, “Black Mirror” nos alerta sobre os perigos de uma sociedade excessivamente dependente da tecnologia. Por sua vez, as teorias de Pierre Lévy nos convidam a abraçar a inteligência coletiva e a participar ativamente na construção do conhecimento.

O nosso futuro

Ao explorar os paralelos entre “Electric Dreams” de Philip K. Dick, “Black Mirror” e as teorias de Pierre Lévy, somos confrontados com os desafios e as possibilidades que a tecnologia traz para a nossa sociedade. Essas obras nos convidam a refletir sobre o impacto da tecnologia em nossas vidas, destacando tanto os perigos quanto as oportunidades que surgem com o avanço tecnológico.

Conforme avançamos rumo ao desconhecido, é importante lembrar que somos os arquitetos de nosso próprio destino. Devemos nos tornar participantes ativos no processo de construção de um futuro em que a tecnologia seja uma aliada para o progresso humano, em vez de um obstáculo à nossa humanidade. Ao explorar os paralelos entre “Electric Dreams”, “Black Mirror” e as teorias de Pierre Lévy, temos a oportunidade de questionar e refletir sobre nosso papel nessa nova era digital.

Em resumo, as séries “Electric Dreams” de Philip K. Dick e “Black Mirror”, juntamente com as teorias de Pierre Lévy, nos convidam a explorar os paralelos e as divergências entre elas, proporcionando uma visão aprofundada dos impactos da tecnologia na sociedade contemporânea. Ao nos desafiarem a questionar a natureza da realidade e o impacto das tecnologias em nossas vidas, essas obras nos oferecem uma oportunidade única de reflexão e autoconsciência.

Espero que este artigo tenha fornecido uma visão abrangente dos paralelos entre as séries “Electric Dreams” de Philip K. Dick, “Black Mirror” e as teorias de Pierre Lévy. Que você possa continuar explorando e refletindo sobre os impactos da tecnologia em nossa sociedade, promovendo uma relação saudável e consciente com as inovações tecnológicas.

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A democratização da internet, também passa pelo design https://www.marianamachado.com/a-democratizacao-da-internet-tambem-passa-pelo-design/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=a-democratizacao-da-internet-tambem-passa-pelo-design Mon, 28 Sep 2015 16:44:00 +0000 https://www.marianamachado.com/2015/09/28/a-democratizacao-da-internet-tambem-passa-pelo-design/ Mesmo que você não entenda nada de Design, o Curso “Design que Vende” é para você. Isso porque a democratização da internet é uma realidade e nós reconhecemos o seu valor, somos a prova viva deste processo e ao mesmo tempo, sabemos a importância de uma comunicação eficaz. Se você produz sua própria publicidade, se […]

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Mesmo que você não entenda nada de Design, o Curso “Design que Vende” é para você. Isso porque a democratização da internet é uma realidade e nós reconhecemos o seu valor, somos a prova viva deste processo e ao mesmo tempo, sabemos a importância de uma comunicação eficaz.

Se você produz sua própria publicidade, se você “É” o seu negócio, é ainda mais importante que tenha conhecimentos e até desenvolva novas habilidades. Se você transmitir a sua idéia sem ruídos, o seu público compreenderá melhor a mensagem e todos sairão ganhando.

Entendo que o design, é técnico e tornar-se mais criativo é uma habilidade que se conquista com estímulos.  Além disso e não menos importante, o Design é técnico, engana-se quem o considera arte. Arte e design podem ter alguns pilares em comum, como forma, cor, mas com funções completamente diferentes.
Evidente que há pessoas que tem um talento inato, que conseguem desde equilibrar as formas, tipologia e cores, quanto possuem uma capacidade de “ver” o equilíbrio e o desequilíbrio em um breve olhar. Mas esta habilidade ou talento, podem ser desenvolvidos e por perceber isso, criei o curso Design que Vende, fundamentado em design estratégico. 
Duas vezes por ano, abro as inscrições para o curso, portanto se tiver interesse, fique ligado e assine nossa lista VIP em http://curso.designquevende.com.br.
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“We Can Do It !” é um cartaz de propaganda de guerra norte-americano, produzido por J. Howard Miller em 1943 para Westinghouse Electric, com uma mensagem inspiradora para elevar a moral dos trabalhadores e desconstruir a imagem da mulher como sexo frágil.

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Validações Virtuais em Ação na Era da Inteligência Coletiva https://www.marianamachado.com/validacoes-virtuais/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=validacoes-virtuais Wed, 14 May 2014 14:54:00 +0000 https://www.marianamachado.com/2014/05/14/validacoes-virtuais/ Validações Virtuais e a teoria de Pierre Levy sobre inteligência coletiva na nova era do conhecimento. Explore o meio virtual e suas possibilidades sem se perder pelo caminho.

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Validações Virtuais? Sim. Na sociedade atual, estamos imersos em um mundo virtual que influencia cada vez mais nossas interações e percepções. Nesse contexto, surge a necessidade de validação, mesmo em um ambiente não físico. A teoria da inteligência coletiva, proposta por Pierre Levy, encontra uma ressonância significativa nessa nova era do conhecimento.

Ocupando o Espaço Virtual: Existência Além da Presença Física

Tradicionalmente, a ciência considerava que ocupar um espaço era a prova de existência. No entanto, a virtualização desafia essa ideia, mostrando que a ausência física não implica necessariamente na inexistência. Em uma comunidade virtual, as interações são impulsionadas por interesses comuns, amizades, rivalidades e afinidades culturais, sociais, sexuais ou intelectuais.

A Cultura Nômade do Espaço Virtual

A comunidade virtual transcende a limitação do corpo no espaço físico. Tudo se desenrola em um espaço virtual, onde a interconexão substitui a unidade de tempo. É uma cultura nômade, onde os assuntos emergem com agilidade e fluidez. Nesse contexto, a sincronização das interações substitui a noção tradicional de espaço.

Novos Critérios de Autoafirmação

Essa nova forma de interagir e se relacionar com o mundo traz consigo a necessidade de validação. Desejamos ser lembrados, receber emails, testemunhos e depoimentos que exaltem nosso intelecto e aparência. Para alcançar essa validação, recorremos a diversas estratégias, inclusive retocando nossas fotos. As prioridades mudaram, deixando de lado a busca por grandes mansões e carros luxuosos para nos concentrarmos em construir um website pessoal e garantir uma conexão em banda larga.

A teoria de Pierre Levy, ao citar o ato de “existir” online, encontra eco nesse contexto de validações virtuais. Reconhecemos a importância desse fenômeno e continuamos a explorar essa corrente de validação, cada vez mais presente em nossas vidas.

Ao compreender a dinâmica das validações virtuais, abrimos espaço para reflexões sobre as transformações sociais, culturais e psicológicas que ocorrem nessa nova era digital. A busca por validação não se restringe apenas ao mundo físico, mas se expande para o ambiente virtual, onde nossas interações e percepções são moldadas de maneira única.

A inteligência coletiva, como proposta por Pierre Levy, ressalta a importância de reconhecer o potencial da comunidade virtual, que se move além dos limites geográficos e temporais. Essa nova forma de interagir e compartilhar conhecimento redefine nossa visão de mundo e oferece oportunidades sem precedentes para conectar-se com pessoas que possuem interesses semelhantes, independentemente da distância física.

No entanto, é crucial lembrar que a validação virtual não deve substituir a validação pessoal e emocional no mundo real. Encontrar um equilíbrio entre essas esferas é essencial para uma vida plena e saudável. A busca por validação deve ser encarada como um complemento, uma forma de se conectar com outros e explorar o potencial coletivo da inteligência humana.

À medida que navegamos nesse universo digital em constante evolução, devemos estar conscientes dos impactos das validações virtuais em nossa autoestima, comportamentos e percepções. É fundamental cultivar relações genuínas, promover o bem-estar emocional e manter uma perspectiva equilibrada em relação à importância da validação virtual em nossas vidas.

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Apple – Empresa Verde https://www.marianamachado.com/apple-empresa-verde/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=apple-empresa-verde Thu, 27 Jun 2013 15:18:00 +0000 https://www.marianamachado.com/2013/06/27/apple-empresa-verde/ O consumidor querer a última geração do IPhone não é por imposição da industria Apple e sim por um desejo quase compulsivo por possuir algo incomparável no mercado. O fato da Apple disponibilizar e atualizar os sistemas e drivers, de modo compatível aos Macs, Iphones, Ipods de todas as gerações já lançadas, bem como de […]

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O consumidor querer a última geração do IPhone não é por imposição da industria Apple e sim por um desejo quase compulsivo por possuir algo incomparável no mercado.

O fato da Apple disponibilizar e atualizar os sistemas e drivers, de modo compatível aos Macs, Iphones, Ipods de todas as gerações já lançadas, bem como de todos os demais produtos e acessorios, sem impor a nova tecnologia do hardware como obrigatória para se estar atual, mostra o pensamento super ecológico de uma empresa verde.

Quero deixar registrado, que reconheço nesta empresa uma grande lição ecológica. Em tempos de preocupação com o meio ambiente e o lixo tecnológico, nunca vi nenhum produto Apple, nesta década, abandonado no lixo ou em alguma gaveta. Será que as outras empresas não poderiam aprender algo com esta lição?

Nas gavetas dos membros da minha família tem uns 4 carregadores de celulares antigos que não sei porque guardamos. Cada carregador tem um plug diferente, mesmo que sejam da mesma marca. É a ‘pena’ em se jogar fora o tal lixo tecnológico, daí guardamos com alguma esperança de haver necessidade de uso ‘um dia’, mas esse dia nunca chega. É quando fazemos aquela faxina bianual e encontramos na verdade diversos celulares, mouses, microfones, webcams, teclados, mediaplayers, fones de ouvido, etc, todos quebrados, sequer reaproveitáveis pois o único destino é o lixo, e aí, não há jeito a dar, a não ser nos desfazermos de tudo. Mas basta adquirir novamente esses produtos por qualquer motivo alheio à nossa vontade, que o ciclo começa outra vez.

Qualquer produto Apple pode ser revendido a qualquer época, doado aos primos mais novos, pais, avós, tios ou amigos, isso devido ao fato de terem qualidade sem data de validade, de serem compativeis entre si e atualizáveis. Afinal quem não quer uma doação com a maçã estampada. O que não serve para você, certamente servirá para alguém menos exigente com o hardware, que exija menos da placa gráfica no Mac, que tenha menos cds para por no Ipod, que não precise de um magic mouse para design, pois só usa Word ou que o teclado até pode ter fio, que para ele tudo bem (ao menos as teclas não encravam no P). Sempre há alguém pronto para ser o novo dono de um antigo produto Apple.

É evidente que teria ainda muito a falar sobre a Apple – Empresa Verde, mas destaco três pontos: as pequenas embalagens sob medida para todos os produtos, que popam espaço no transporte (popando energia e monoxido de carbono no ar); o carregador não acompanhar a maioria dos seus gadgets (evitando encher gavetas); os manuais serem resumidos (se você quer saber mais, vai ler na net!).

Das outras empresas/industrias, teria muito a falar mal (mas nem tenho inspiração). Quero apenas reclamar por tanta energia gasta, tantos materiais recicláveis esquecidos, produtos criados para serem descartaveis, porém nada é reaproveitado. Que vergonha.

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IPad Mini – Era pós Jobs https://www.marianamachado.com/ipad-mini-era-pos-jobs/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ipad-mini-era-pos-jobs Mon, 13 Aug 2012 19:04:00 +0000 https://www.marianamachado.com/2012/08/13/ipad-mini-era-pos-jobs-2/ Será interessante ver o que a Apple fará em um tablet popular. Tenho #medo do produto final não ser tão aliciante, temos que esperar para ver. Steve JobsEx-CEO – In memoriam Em 2010, o ex-CEO da Apple, Steve Jobs, disse que “um tablet de 7 polegadas seria pequeno para expressar o software da Apple” e que criar […]

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Será interessante ver o que a Apple fará em um tablet popular. Tenho #medo do produto final não ser tão aliciante, temos que esperar para ver.

Steve Jobs
Ex-CEO – In memoriam

Em 2010, o ex-CEO da Apple, Steve Jobs, disse que “um tablet de 7 polegadas seria pequeno para expressar o software da Apple” e que criar um tablet de 7″ seria como querer ser “morto na chegada”. Steve Jobs deixou clara a sua postura quando atacou os tablets menores e foi muito contundente em tudo que disse e inclusive apontou essa característica  como a mais negativa dos produtos concorrentes ao Ipad. Lançar um IPad Mini, seria uma jogada ousada da empresa de Cupertino para abraçar o grande mercado do qual a Apple não participa.

Estratégia recente ou não, existem documentos apresentados no processo que corre em segredo entre a Apple e a Samsung, que provam que Steve Jobs estava aberto à criação de um tablet menor, contrariando sua radical afirmação de 2 anos atrás.

Era Pós Jobs

Lançar o IPad Mini é muito mais que apenas produzir um novo gadget, é uma estratégia completamente revolucionária para a empresa que nada tem de popular e que o mais próximo que chegou de ser, foi com as criações dos Ipods Shuffle e Nano. Na era dos tablets, lançar um tablet de baixo custo, é transformar a luxuosa e desejada Apple, em uma maçã do “povo”. 

Tim Cook – Novo CEO

É o desejado mercado dos tablets baratos, do qual a Apple não tira sua lasquinha. A regra é simples, vende mais quem vende mais barato, por isso não será uma surpresa se a empresa decidir ir por esse caminho.

Ver o suposto IPad Mini surgir nas prateleiras, certamente daria à Amazon um choque de mercado, à Samsung mais um desafio e ao Google ainda mais estimulo, além do que, seria interessante ver o que a Apple faria em um formato popular de baixo orçamento. Tenho receio do produto final não ser tão aliciante, temos que esperar para ver.

Um novo relatório analisou as perspectivas de um IPad Mini – e como ele pode interferir na linha da companhia. Segundo o analista Ben Reitzes A., o IPad Mini não seria uma ameaça para o iPad 3, e é provável que seja um favorito entre leitores de conteúdo, editores e redatores de textos, bem como entre as instituições de ensino, nomeadamente com os livros eletrônicos introduzidos no início deste ano. Imagina-se um público especifico para o IPad Mini, menos exigente quando se trata de performance, se comparado ao público alvo do IPad 3.
Há certamente muita conversa em torno do IPad Mini, ainda não se tem a certeza, rumores são sempre rumores, mas se você está querendo um pouco mais de expeculação, assista os videos.

 Data de lançamento iPad Mini

Não há nem mesmo um sinal oficial da Apple que IPad Mini está mesmo em produção, quanto mais se há uma uma data de lançamento.

Embora os rumores sempre acabam por ser verdade, não dá para se ter a certeza de que o IPad Mini será a carta na manga do WWDC do 3º trimestre de 2012. Esperamos que sim.
Segundo uma fonte do Digitimes, o IPad Mini poderia iniciar a produção no terceiro trimestre de 2012.
Analista Shaw Wu diz que o “timing exato” para a data do release do IPad Mini “é difícil de prever”, mas disse que seu lançamento é uma “questão de pouco tempo”.

Uma fonte de fora da China sugere que a fabrica Foxconn e Pegatron começaram a receber encomendas para o IPad Mini. A suposta fonte afirma que as fábricas terão 6 milhões de unidades prontas para um lançamento no 3 º trimestre de 2012.
Quando a Apple anunciou seu evento WWDC consecutivo de 11 e 15 de junho, que esgotou em apenas duas horas, houve alguma especulação de que poderíamos ver a empresa de Cupertino anunciar o IPad Mini lá, mas apenas tivemos o iPad 3.
  • Update: Uma fonte iMore afirma que o IPad Mini estará pronto até outubro de 2012;
  • Update: Uma fonte de Taiwan afirmou que o IPad Mini estará nas mãos dos consumidores antes do Natal;
  • Update: Segundo a Bloomberg uma fonte não identificada disse um tablet com um ecrã de “7 a 8 polegadas na diagonal” vai chegar até o final de 2012;
  • Update: Uma fonte do Wall Street Journal disse que a cadeia de fornecimento da Apple asiática revelou que o IPad Mini vai entrar em produção a partir de setembro;
  • Update: O último boato na fábrica de iPads dizia que o lançamento do IPad Mini será levado a palco em 12 de setembro para mostrar o aparelho que vem, ao lado do iPhone 5;
  • Update: Por ultimo, o IPad Mini pode estar recebendo o seu próprio evento de lançamento em novembro, porque não estará pronto (não haverá estoque) para o lançamento do WWDC de setembro.

Preço IPad Mini

Apple é conhecida por seus produtos extravagantes e suas próprias políticas de preços, mas o IPad Mini pode anunciar uma nova era para aqueles que anseiam por um gadget da Apple, mas que devido ao alto custo, não conseguem pagar por um.
Acredita-se que a idéia por atrás do IPad Mini é enfrentar a concorrência de frente e se render ao  orçamento da massa consumidora, onde o Kindle da Amazon é atualmente rei, e uma fonte do Digitimes prevê que o valor para o consumidor poderá girar em torno de ​​$ 249 a $ 299.
  • Update: O IPad Mini será realmente um tablet super barato? De acordo com uma fonte desconhecida, ele pode ser vendido entre US $ 200 a US $ 250 – nós certamente esperamos que isso seja verdade!;
  • Update: Em 9 de Julho, um relatório do blog japonês Macotakara disse que o preço do IPad Mini seria entre US $ 250 e $ 350;
  • Update: The New York Times falou com as pessoas “que têm conhecimento do projecto” que afirmam que o IPad Mini será significativamente mais barato que o iPad atual.

Mini tela do IPad Mini

Como o nome sugere, nós estamos olhando para um iPad que terá uma tela bem menor do que o atual de 9,7 polegadas encontradas nos três primeiros IPads da Apple.
Em fevereiro, uma reportagem do Wall Street Journal afirmou que um fornecedor de componentes da Apple tinha confirmado que estavam testando uma tela menor para a Apple, aproximadamente com 8 polegadas com uma resolução semelhante ao iPad 2.
No início de Março, Digitimes relatou que o IPad Mini teria um visor 7,85 polegadas – um pouco maior do que a tela de 7 polegadas do Kindle.

Em Abril os analistas Sterne Agee e Shaw Wu, revelaram que a Apple tinha testado dispositivos com telas que variam de 4 a 12 polegadas e destacou que o formato de “7,85 polegadas seria o mais provável “.

Wu também previu que o IPad Mini teria a mesma resolução do iPad original e do iPad 2, de 1.024 x 768 – os desenvolvedores não precisariam assim ajustar seus aplicativos.
  • Update: Segundo uma fonte iMore, o iPad mini vai terá uma tela de 7 polegadas com tela de retina, a mesma do iPad 3 e do iPhone 4 e 4S;
  • Update: A tela de 7,85 polegadas é um rumor que ganha cada vez ganha mais força com fontes vindas da indústria que afirmam que o IPad Mini vai contar com IGZO, que será capaz de entregar uma tela de retina de alta qualidade;
  • Update: Segundo fontes da Bloomberg, o IPad Mini não chegará com a tela de retina que foi o destaque no novo iPad 3. Como saber qual fonte diz a verdade?;
  • Update: De acordo com fontes “com conhecimento do projeto”, o IPad Mini terá realmente uma tela de 7,85 polegadas.

Detalhes

Para ajudar a manter o baixo custo do IPad Mini, uma fonte avalia que será lançado com apenas 8GB de armazenamento interno – a mesma quantidade que o Kindle, da Amazon.
Em termos de espessura, o blog do japonês Macotakara cita uma fonte desconhecida, alegando que o IPad Mini vai ter uma espessura 7,2 milímetros.
Macotakara também escreveu que o IPad Mini viria com a funcionalidade 3G.
  • Update: Alguns testadores disponibilizaram imagens que mostram que não há câmera atrás.
Infelizmente não há mais fontes, se esse rumor é verdadeiro ou falso? A escolha, como eles dizem, é sua.

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Não somos sonhadores https://www.marianamachado.com/nao-somos-sonhadores/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=nao-somos-sonhadores Mon, 06 Aug 2012 18:38:00 +0000 https://www.marianamachado.com/2012/08/06/nao-somos-sonhadores-2/ É verdade caros amigos, não somos sonhadores. Acho que a pior desilusão do designer é quando ele se depara com a dura realidade de reduzir os seus sonhos a produtos e soluções rentáveis. Mas esta dura realidade é por fim a concretização dos nossos esforços, porque afinal, não somos sonhadores. A nossa função está para […]

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É verdade caros amigos, não somos sonhadores.

Acho que a pior desilusão do designer é quando ele se depara com a dura realidade de reduzir os seus sonhos a produtos e soluções rentáveis. Mas esta dura realidade é por fim a concretização dos nossos esforços, porque afinal, não somos sonhadores. A nossa função está para além do sonho.

Cabe aos nossos clientes sonharem, cabe a nós realizar os seus sonhos tornando-os viáveis e antes de mais, acreditar no que fazemos. Não acreditar em sonhos, acreditar em projectos possíveis, realizáveis, sem devaneios, mas ao mesmo tempo, repletos de inspiração e intensidade.

Independente de tudo que estou a expressar, eu sou antes de mais nada uma sonhadora, mas aprendi a sonhar com os pés no chão. Sim é possível.

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Comendo a cada 3h https://www.marianamachado.com/comendo-a-cada-3h-escravidao-alimentar-coma-de-3-em-3-horas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=comendo-a-cada-3h-escravidao-alimentar-coma-de-3-em-3-horas Wed, 01 Aug 2012 15:30:00 +0000 https://www.marianamachado.com/2012/08/01/comendo-a-cada-3h-2/ Se você não morrer pela falta da comida nas horas certas, morrerá por comê-la, de todas as doenças desencadeadas pelo stress. A coisa mais difícil da face da terra não é cumprir com horários profissionais, prazos de projeto, ou manter a vida 90% organizada. Difícil mesmo é comer de 3 em 3h. Alguém disse que […]

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Se você não morrer pela falta da comida nas horas certas, morrerá por comê-la, de todas as doenças desencadeadas pelo stress.

A coisa mais difícil da face da terra não é cumprir com horários profissionais, prazos de projeto, ou manter a vida 90% organizada. Difícil mesmo é comer de 3 em 3h.

Alguém disse que para ser saudável, é necessário cumprir horários na alimentação e deve ser um dos motivos da sociedade estar doente, ser saudável dá trabalho.

Você já colocou um alarme para tocar após 3h, então faça o teste, parece que só passaram minutos e fazer isso todo dia e enquanto trabalha, transforma a sua vida em um autêntico inferno.

Espero que seja uma fase de adaptação e que meu organismo sozinho passe a dar os sinais da hora certa sem precisar do alarme, de todo modo, ao fim do dia, tenho a sensação de que vivo para comer e não de que como para viver. – Posted from my iPhone

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Obrigada Steve Jobs https://www.marianamachado.com/obrigada-steve-jobs/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=obrigada-steve-jobs Wed, 01 Aug 2012 15:28:00 +0000 https://www.marianamachado.com/2012/08/01/obrigada-steve-jobs-2/ Quando eu era pequena, sonhava em ter um computador igualzinho aos dos filmes de ficção científica. Nunca vou esquecer do filme Electric Dreams de 1984 e a emoção que senti com aquela super máquina inteligente que controlava uma casa inteira e o coração da mocinha do filme. Sempre quis um computador que fosse rápido e […]

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Quando eu era pequena, sonhava em ter um computador igualzinho aos dos filmes de ficção científica.

Nunca vou esquecer do filme Electric Dreams de 1984 e a emoção que senti com aquela super máquina inteligente que controlava uma casa inteira e o coração da mocinha do filme.

Sempre quis um computador que fosse rápido e que realmente parecesse uma maquina vinda do futuro, de 10 décadas à frente.

Levei 20 anos vivendo uma relação de amor e ódio com os computadores pessoais. Lembro de comprar um Acer preto igual ao do filme Queima de Arquivo e ainda assim não escapei das telas azuis do Windows, também lembro do Sony, Compaq, HP, Toshiba, mas sempre os momentos de frustração sobrepunham a alegria da aquisição do produto, já nem falo do dia-a-dia do uso.

Há alguns anos realizei o sonho de infância, ter uma máquina rápida saída das telonas para a minha mesa de trabalho. Algo que era tão inatingível, hoje faz parte da minha vida como um produto possível.

Não me sinto ainda preparada para falar de Steve Jobs no passado.

Reconheço que chorei.

Trailer de Electric Dreams

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O Poder da Validação (Stephen Kanitz) https://www.marianamachado.com/o-poder-da-validacao-stephen-kanitz/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=o-poder-da-validacao-stephen-kanitz Wed, 01 Aug 2012 14:54:00 +0000 https://www.marianamachado.com/2012/08/01/o-poder-da-validacao-stephen-kanitz/ Todo mundo é inseguro, sem exceção. Os super confiantes simplesmente disfarçam melhor. Não escapam pais, professores, chefes, nem colegas de trabalho. Afinal, ninguém é de ferro. Paulo Autran treme nas bases nos primeiros minutos de cada apresentação, mesmo que a peça já tenha sido encenada 500 vezes. Só depois da primeira risada, da primeira reação […]

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Todo mundo é inseguro, sem exceção. Os super confiantes simplesmente disfarçam melhor.

Não escapam pais, professores, chefes, nem colegas de trabalho. Afinal, ninguém é de ferro. Paulo Autran treme nas bases nos primeiros minutos de cada apresentação, mesmo que a peça já tenha sido encenada 500 vezes.

Só depois da primeira risada, da primeira reação do público, é que o Ator relaxa e parte tranqüilo para o resto do espetáculo. Eu, para ser absolutamente sincero, fico inseguro a cada artigo que escrevo e corro desesperado para ver os primeiros e-mails que chegam. Insegurança é o problema humano número 1. O mundo seria muito menos neurótico, louco e agitado se fôssemos todos um pouco menos inseguros.Trabalharíamos menos, curtiríamos mais a vida, levaríamos a vida mais na esportiva. Mas como reduzir essa insegurança? Alguns acreditam que estudando mais, ganhando mais, trabalhando mais resolveriam o problema. Ledo engano, por uma simples razão: segurança não depende da gente, depende dos outros. Está totalmente fora do nosso controle. Por isso segurança nunca é conquistada definitivamente, ela é sempre temporária, efêmera. Segurança depende de um processo que chamo de “validação”, embora para os estatísticos o significado seja outro.

Validação estatística significa certificar-se de que um dado ou informação é verdadeiro, mas eu uso esse termo para seres humanos. Validar alguém seria confirmar que essa pessoa existe, que ela é real, verdadeira, que ela tem valor. Todos nós precisamos. Ser validados pelos outros, constantemente. Alguém tem de dizer que você é bonito ou bonita, por mais bonito ou bonita que você seja. O autoconhecimento, tão decantado por filósofos, não resolve o problema. Ninguém pode autovalidar-se, por definição. Você sempre será um “ninguém”, a não ser que outros o validem como “alguém”. Validar o outro significa confirmá-lo, como dizer: “Você tem significado para mim”.

Validar é o que um namorado ou namorada faz quando lhe diz:”Gosto de você pelo que você é”. Quem cunhou a frase “Por trás de um grande homem existe uma grande mulher” (e vice-versa) provavelmente estava pensando nesse poder de validação que só uma companheira amorosa e presente no dia-a-dia poderá dar. Um simples olhar, um sorriso, um singelo elogio são suficientes para você validar todo mundo. Estamos tão preocupados com a própria insegurança que não temos tempo para sair validando os outros. ESTAMOS TÃO PREOCUPADOS EM MOSTRAR QUE SOMOS O “MÁXIMO” que esquecemos de dizer aos nossos amigos, filhos e cônjuges que o é “MÁXIMO”.São ELES.
Adulamos a quem não gostamos e esquecemos de validar aqueles que admiramos. Por falta de validação, criamos um mundo consumista, onde se valoriza o “ter” e não o “ser”. Por falta de validação, criamos um mundo onde todos querem mostrar-se ou dominar os outros em busca de poder. Validação permite que pessoas sejam aceitas pelo que realmente são e não pelo que gostaríamos que fossem. Mas, justamente graças à validação, elas começarão a acreditar em si mesmas e crescerão para ser o que queremos. Se quisermos tornar o mundo menos inseguro e melhor, precisaremos treinar e exercitar uma nova competência: validar alguém todo dia. Um elogio certo, um sorriso, os parabéns na hora certa, uma salva de palmas, um beijo, um dedão polegar para cima, um “valeu cara, valeu”. Por isso, ESTOU VALIDANDO VOCÊS AGORA.

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A sociedade e a cultura no ciberespaço https://www.marianamachado.com/a-sociedade-e-a-cultura-no-ciberespaco/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=a-sociedade-e-a-cultura-no-ciberespaco Wed, 01 Aug 2012 14:52:00 +0000 https://www.marianamachado.com/2012/08/01/a-sociedade-e-a-cultura-no-ciberespaco/ Começa-se a viver uma nova era, onde a palavra de ordem agora é ‘existir’. Com o passar dos anos assistimos uma grande transformação do comportamento social dentro do CiberEspaço. Nos idos de 1994, ninguém tinha nome, idade ou rosto. A palavra de ordem era “nickname”. A escolha certa do pseudónimo definiria o rumo das conversas […]

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Começa-se a viver uma nova era, onde a palavra de ordem agora é ‘existir’.

Com o passar dos anos assistimos uma grande transformação do comportamento social dentro do CiberEspaço.

Nos idos de 1994, ninguém tinha nome, idade ou rosto. A palavra de ordem era “nickname”. A escolha certa do pseudónimo definiria o rumo das conversas e a sua comunidade.
As pessoas ‘conversavam’ por afinidade de ‘nicks’ que passaram a ter uma conotação de ‘slogans’. Uns escolhiam ‘apelidos’ ousados como ‘Princesa 69’, outros temáticos como ‘Batman’. Homens feitos encarnavam-se em mulheres liberais e meninhas passavam-se por ‘mulheres de 30’. Não tenho interesse em julgar a solidão de uns, fetiches ou frustrações de outros e sim, fazer uma abordagem informal da transformação social e cultural de uma sociedade ansiosa por conhecimento. Factor característico e um advento da globalização.

As empresas enxergaram na web a oportunidade em reduzir custos e captar novos clientes. O estado viu a necessidade de expor seus orçamentos, planos, projectos e etc. A sociedade neste momento proactiva passou a exigir uma postura rígida dos que regulamentavam a web. Surgiram as leis anti-span, de protecção ao conteúdo e marcas digitais entre outras. Mas a internet necessitava de normas mais rígidas, regras, legislação própria, segurança, principalmente para proteger os bens (bancos e lojas virtuais) e os conteúdos (institucionais, técnicos e jornalísticos). As comunidades web e a rede composta por usuários hipotéticos (muitos anti-éticos) passou a considerar a ‘responsabilidade electrónica’ e a ‘Legislação Informática’ imprescindível para o seu futuro e sua existência. A legislação Informática por não acompanhar a velocidade dos avanços tecnológicos deu origem a um novo conceito, o ‘CiberDireito’ e com ele novas profissões urgem como ‘CiberAdvogados’ e ‘CiberDelegados’.

Com ajuda da legislação informática e dos termos de contratos que protegem as empresas prestadoras de serviços on-line, o usuário disponibiliza aos órgãos regulamentadores, todas as suas informações e os seus passos, supostamente fornecidos em sigilo. Obrigatoriamente passou-se a ter moradas, telefone, número de contribuinte etc., horas de acesso, rastreamento de IPs e todos os dados dantes sigilosos, hoje por questão de ordem, são de livre acesso aos órgãos que regulamentam a teia.

Foram implementadas leis, obrigatoriedades, aplicações web, softwares e hardwares, que juntos tentam transformar o CiberEspaço em um ambiente “de família”. Mas não obstante a isto, a máfia virtual também tornou-se mais forte e organizada. Patrocinada pelo tráfico de armas, drogas e redes de prostituição, sejam no mundo real ou no virtual, vencem com distância os ‘bem intencionados’.

Ainda que estejamos nessa corda bamba da insegurança no mundo virtual, como foi dito, chegamos a época do “Real Name”, até parece um paradoxo, mas todo mundo quer existir de ‘verdade’ na internet. Ninguém quer deixar de aparecer nos motores de busca ou nas comunidades. Os usuários não querem ser considerados virtuais, nem meros ‘nicknames’. O número de telefone, coisa rara de se encontrar há anos atrás, hoje é divulgado quase que abertamente. As pessoas acreditam nas aplicações web e nos sistemas de segurança dos seus provedores de serviços. De repente todo mundo passou a reconhecer de longe um indivíduo que não merece confiança, basta que este não declare os seus dados reais. Antes, viveu-se a irrealidade impressionante da ‘febre dos pseudónimos’ e dentro desta irrealidade teclava-se com totais desconhecidos sem noção sequer dos seus nomes. Acredito que esta mudança de cultura foi o maior ganho para a sobrevivência da web. Acho que chegamos ao momento de viver algo definido por Levy como inteligência Colectiva, onde ele diz:

“a base e o objectivo da inteligência colectiva são o reconhecimento e o enriquecimento mútuo das pessoas, e não o culto de comunidades fetichizadas ou hipostasiadas.”

O que aconteceu com a internet até hoje, foi previsto. Em livros como ‘O que é virtual? (Levy)’ e ‘A Rede (Cebrian)’ podemos ver conceitos que pareciam irreais serem confirmados com o passar do tempo, inclusive as mudanças sociais e culturais ocorridas, eles já haviam destacado como sendo imprescindível e o alicerce que manteria a rede viva.

Termino com uma frase de Cebrian: “Da mesma forma que as redes de energia eléctrica, as estradas, as pontes e outros serviços constituíam a infra-estrutura de nossas velhas economias baseadas na indústria e na exploração dos recursos, a rede está se convertendo na infra-estrutura de uma nova economia do conhecimento”.

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